Parece um filme de ficção científica mas não é. Um homem a jato, digno de qualquer revista em quadrinhos, atravessou no início dessa tarde o Canal da Mancha, abrindo uma nova etapa da história da aviação: o vôo individual a jato, só com um arnês e uma asa.
O piloto suíço Yves Rossy, já apelidado "Fusion Man", seguiu o mesmo itinerário do pioneiro da aviação Louis Blériot, autor da primeira travessia aérea da Mancha em 1909.
A diferença foi que em vez de decolar de uma pista em Calais pelos seus próprios meios, o que, pelo visto, o seu equipamento ainda não permite, foi transportado de avião até a altitude de 2.500 metros.Ao atingir essa altura, lançou-se do aparelho que o transportava, ligou o foguete e voou até os penhascos brancos de Dover. Diante destes, desligou a propulsão , abriu o pára-quedas e deslizou até solo britânico.
A velocidade média atingida durante o vôo foi de 200 km/h.
Há 99 anos, Blériot, a bordo de um monoplano equipado com um motor a hélice de 35 cavalos, fez o mesmo trajeto.Demorou 39 intermináveis minutos...
“Fusion Man” espera agora sobrevoar o Grande Canyon nos Estados Unidos.
Yves Rossy nos festejos depois de concluir a ligação aérea sobre o Canal da Mancha