Vidabrasil circula em Salvador, Espírito Santo, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo Edição Nº: 317
Data:
30/10/2002
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Emoção e vocação  

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Sir Kin Kin  
o cavalheiro chinês

» Turisnotas
Vasp é considerada por especialistas em economia uma das melhores e maiores empresas brasileiras
» Editorial
E agora Lula?
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Na Bahia
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A família Nielsen, através da WN, assume o comando das empresas Varig no Espírito Santo
» Boca Miuda
Com a eleição de Lula, o deputado João Coser, transforma-se no mais importante político do Espírito Santo
Editorial

Foram 12 anos de muita espera e muita persistência.  
Para ser eleito presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva passou por um longo período de aprendizado sobre como fazer política.  
Do sindicalista radical que defendia o socialismo e pregava a revolução para acabar com a ditadura militar ao político sorridente e tranqüilo que reuniu apoio de extremos opostos, Lula mudou e muito.  
O processo de mudança com certeza não deve ter sido fácil. Também não devem ter sido fáceis as derrotas em três eleições consecutivas.  
Mas, nas urnas, a população mostrou que aprovou a mudança do perfil político de Lula, depositando nele uma enorme expectativa com relação ao futuro.  
Não há dúvidas de que Lula foi ajudado pela falta de empatia do candidato do governo, José Serra.  
Também foram fundamentais para garantir a vitória do petista os erros estratégicos cometidos por Fernando Henrique Cardoso, principalmente em seu segundo mandato.  
Certamente aqueles que, em 1998, deram a FHC a oportunidade de continuar a governar por mais quatro anos, tinham perspectivas de que o país avançaria em questões prioritárias. Provavelmente esperavam ações que desonerassem a produção para promover o desenvolvimento econômico e a conseqüente geração de emprego e renda da população. Para a decepção dos eleitores, FHC, em oito anos, só conseguiu manter a “marca” da “estabilidade da moeda”.  
Hoje, finalmente, Lula pode sorrir e repetir em alto e bom som: Agora é Lula!  
Mas para todos os brasileiros que depositaram no presidente eleito a expectativa de mudanças na condução da política econômica, de avanços substanciais nas ações sociais e nas soluções de problemas como o desemprego e a violência, a pergunta do momento é: E agora, Lula?  
Imaginar que todas estas questões estarão imediatamente resolvidas logo após a posse de Lula está fora de cogitação.  
O presidente eleito, com certeza, tem clareza sobre isto. Para ganhar a eleição, Lula fez acordos. Reuniu diversos segmentos empresariais, sindicais, políticos. Seu primeiro desafio será mostrar que é capaz de conviver harmonicamente com todas essas forças. Neste momento ele estará realmente mostrando que aprendeu a fazer política.  
Vencidas as primeiras barreiras, cabe a Lula avançar.  
E cabe a nós brasileiros desejarmos sucesso para nosso novo presidente e para nosso país.  



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