Vidabrasil circula em Salvador, Espírito Santo, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo Edição Nº: 316
Data:
15/10/2002
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Um ano depois,  
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Agora é Lula?
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Diretor que veio “salvar” o marketing do Banestes volta para casa deixando rastro tenebroso  

» Boca Miuda
A neutralidade e o recolhimento do governador José Ignácio Ferreira durante as eleições
Boca Miuda

O futuro  
O governador José Ignácio Ferreira (sem partido) mergulhou nas eleições, apesar de ter procurado alguns deputados eleitos em busca de apoio para quando suas contas de 2002 forem votadas na Assembléia.  
Ignácio ficou de magistrado no processo. Ou antes, ficou isolado.  
Desde que Max Mauro elegeu Albuino Azeredo em 1990, nunca mais um governador capixaba conseguiu influenciar na eleição de seu sucessor.  
Depois dessa, José Ignácio deve voltar à sua boa banca de advocacia.  
 
Peso da religião  
As igrejas evangélicas fizeram seis dos 30 deputados estaduais capixabas. Um deles, Geovani Silva, ex-jogador da Desportiva, Vasco e seleção brasileira, foi a grande surpresa, com 19.572 votos. Ele é da Maranata.  
Os outros evangélicos são Reginaldo Almeida (PPB), da Assembléia de Deus; Pastor Robson Vaillant (PL), da Universal; Euclério Sampaio e Edson Vargas (PMN), da Batista; e Délio Iglesias (PSC), da Adventista.  
Além disso, o senador eleito Magno Malta (PL), pastor batista com apoio da Universal, teve a maior votação individual da política capixaba e, de quebra, ainda fez o discreto vereador vila-velhense Neucimar Fraga (PL), também batista, deputado federal em lugar de Malta.  
 
Traídos  
Alguns dias antes do primeiro turno das eleições, a bordo de um vôo da Vasp com destino a Recife onde ia proferir uma palestra, o prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas falou ao seu companheiro de poltrona sobre as suas perspectivas na política estadual e federal. Aproveitou para desancar a ingratidão do então candidato Max Mauro, que após ser resgatado pelas mãos do grupo político de Hartung, Vellozo e Ferraço, atirou-lhes tantas pedras quanto pode para tentar eleger-se governador. Um traidor que recebeu do povo a resposta que mereceu.  
 
Feminino  
Cinco mulheres vão formar a maior bancada feminina da história da AL capixaba.  
E vem gente boa de briga por aí, como a sindicalista ferroviária Janete Venâncio (PSB) e a combativa Brice Bragato (PT).  
Fátima Couzi (PPB) se reelegeu para o terceiro mandato e estão chegando, ainda, Sueli Vidigal (PDT) e Mariazinha Vellozo Lucas (PSDB), primeira-mãe de Vitória.  
 
Desunião Bahia  
Em Salvador, em parte graças “aos excelentes” serviços da concessionária Mercedes Benz, União Bahia, clientes insatisfeitos “uniram-se” e fundaram a Associação de Usuários Insatisfeitos com a Mercedes Benz. E como tem gente insatisfeita!  
No Espírito Santo, conhecido empresário proprietário de dois automóveis Audi topo de linha acaba de trocá-los pela estrela da Mercedes, também em função do mau atendimento, desta feita na concessionária da marca em Vitória. Um dos seus automóveis, um Audi TT, ainda na garantia, teve o farol dianteiro esquerdo danificado numa explosão provavelmente provocada por algum tipo de pressão de dentro para fora da peça. Embora todos os argumentos indicassem defeito de fábrica, o incauto teve que morrer com a bagatela de R$ 6 mil. A Audi perdeu para sempre um excelente cliente.  
 
Na Saúde  
Podem começar a anotar.  
Anselmo Tose, deputado estadual mais votado do PPS, vai ser o secretário de Estado da Saúde no governo de Paulo Hartung.  
Com isso, quem sobe para a Assembléia é Luciano Rezende, primeiro suplente.  
 
Na Comunicação  
A Comunicação Social do futuro governo Paulo Hartung (PSB) deverá ser comandada por um tripé formado por Luiz Carlos Azedo, atual gerente da Companhia de Notícias em Vitória, Tião Barbosa, ex-secretário do próprio Hartung na Prefeitura de Vitória, e Alcione Lobato, assessora de imprensa da equipe de transição.  
 
Briga pela presidência  
Tão logo terminaram as eleições, já largaram os primeiros pré-candidatos à presidência da Assembléia Legislativa capixaba.  
Estão na fila Cláudio Vereza (PT), Mariazinha Vellozo Lucas (PSDB), Cabo Élson (PDT), Robson Vaillant (PL), Fátima Couzi (PPB) e César Colnago (PPS), todos com o único objetivo de tentar evitar a reeleição para o quarto mandato de José Carlos Gratz (PFL).  
Com tanta divisão, o futuro presidente pode sair de uma lista que não apareceu, ainda, na mídia.  
 
Cinema ao ar livre  
A Telefonica Celular reuniu 1.500 convidados do Brasil inteiro para um mega evento no Jockey Clube, no pré-lançamento do filme “Estrada para perdição”, dentro do projeto Telefonica Open Air.  
A grande novidade foi um telão da altura de um prédio de seis andares, armado ao ar livre, com os convidados acomodados nas cadeiras do Jockey.  
Tudo devidamente amparado por um baita esquema de marketing e um coquetel irretocável, no qual desfilaram artistas globais e da MPB, além de jornalistas e empresários grandes clientes da companhia.  
 
Peso da máquina  
A máquina administrativa pesou na eleição de dois dos três deputados estaduais mais votados do Espírito Santo.  
Aloízio Santos, prefeito de Cariacica, fez o filho Marcelo, com 33.067 votos, enquanto Vidigal, da Serra, elegeu a mulher, Sueli, com 36.500 votos, e ainda deu 56.219 votos para deputado federal ao médico Humberto Manato, dono do Hospital Metropolitano.  
 
Sem influência  
A influência da candidata a vice-presidente Rita Camata (PMDB) não foi suficiente para dar a José Serra (PSDB) um bom desempenho no primeiro turno das eleições presidenciais no Espírito Santo.  
Lula (PT) ganhou o voto da maioria dos capixabas, seguido de Anthony Garotinho (PSB), que estourou no sul do Estado, onde a população já conhece os resultados de sua administração como prefeito de Campos e governador do Rio.  
Já foi dada a largada para o segundo turno, no dia 27. João Coser, que teve mais de 500 mil votos para senador, deixou Ricardo Ferraço (PPS) para trás, mas não se elegeu, continua na coordenação da campanha de Lula no Estado.  
 
Contraste cruel  
Enquanto Délio Iglesias (PSC) elegeu-se com 7.358 votos por uma coligação de partidos nanicos, Gilsinho Lopes (PFL) vai ter que voltar a ser delegado. Perdeu por 119 votos a última vaga na Assembléia capixaba pela coligação que reúne “PFL-PGT e outros”.  
Detalhe: Gilsinho teve 19.425 votos e perdeu a vaga para o coronel Gazani (PGT) com 19.544.  
 
 


José Ignácio Ferreira

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