Pela sua elegância, sofisticada simplicidade ou mesmo confiabilidade, esta marca – cujo nome tem sua gênese num acordo estabelecido no final da Primeira Guerra Mundial, entre William Baume e Paul Mercier tem atraído uma enorme legião de famosos. Recorda-se de Doctor T, em que Richard Gere seduz meia Hollywood, ou de Humphrey Bogart, em Falcão Maltês? Repare que relógios aparecem no pulso dos protagonistas destes filmes. Meros acasos? Nunca, ou não se tratassem aqui de verdadeiras obras-primas da alta relojoaria.
O começo - A história da Baume & Mercier começou em 1830, com a fundação de uma empresa familiar. Irmãos Louis-Victor e Célestin Baume abriram em Les Bois, aldeia suíça, uma concessionária para produzir, vender e consertar relógios. A empresa desenvolveu-se rapidamente e ganhou uma excelente reputação pela criação de modelos excepcionais incorporando inovações de ponta. Leal ao seu lema "Aceitar apenas a perfeição, apenas fabricar relógios de altíssima qualidade", a empresa Frères Baume obteve um rápido crescimento. Louis-Victor foi um verdadeiro visionário que já sentiu intuitivamente o interesse das mulheres pelos relógios, tendo presenteado em 1869, sua filha Mélina com um exemplar de bolso.
Expansão internacional - Plenamente
consciente do potencial representado por novos territórios, a empresa montou
uma filial em Londres, sob o nome de "Baume Irmãos". Ele logo se
expandiu por todo o Império Britânico, que à época compreendia Índia, África,
Austrália, Nova Zelândia, Singapura e Birmânia. Até o final do século 19, a
empresa já tinha adquirido uma reputação internacional sólida e estava se
tornando no exterior, uma respeitável fabricante de instrumentos de precisão
para medição de tempo. Graças a esses instrumentos, a empresa ganhou dez
prêmios Grand Prix e sete medalhas de ouro em exposições internacionais e shows
em Paris, Melbourne, Zurique, Londres, Amsterdã e Chicago.
Além de bonitos e altamente complexos, os relógios
Baume também demonstravam um raro grau de precisão. Eles estabeleceram recordes
de precisão e ganharam várias competições de cronometragem, particularmente os
ensaios de precisão, realizados pelo Observatório Kew, perto de Londres. Em
1892, Baume ganhou o último concurso com um relógio de bolso cronômetro
equipado com mecanismo que permitia precisão inigualável por mais de dez anos.
Maxime
Ferté, diretor comercial da maison;ousadia!
O francês Maxime Ferté, 41 anos, conhece o Brasil muito bem. Assim como está familiarizado com a China, a Europa e os Estados Unidos. Roda o mundo desde criança, quando seus pais trabalhavam em hotelaria. Na vida adulta, também seguiu mudando de casa, de cidade e de país. Desde que começou no grupo Richemont, em 2000, foi um autêntico missionário da alta relojoaria – com muitas horas trabalhadas para Cartier, Vacheron Constantin, Piaget, IWC e Roger Dubuis. Há dois anos, tornou-se diretor comercial internacional da Baume & Mercier. É o segundo na escala de comando na companhia. Apaixonado por carros e por tudo o que tenha motor, já chegou a pilotar um monomotor Cessna 172 em voos curtos entre Miami e as Bahamas. Sua missão também é segurar o manche da marca para voos cada vez mais altos. “A fórmula? Pensar fora da caixa, ousar”, afirma Ferté, com especial orgulho pelo relógio lançado em parceria com a Shelby, lendário ícone das ruas e das pistas.