Vidabrasil circula em Salvador, Espírito Santo, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo Edição Nº: 321
Data:
30/12/2002
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Ciência

A ciência continua revolucionando as formas de procriação com técnicas antes inimagináveis.  
Os pais agora pouco intervêm  
 
Em pouco mais de 20 anos, desde que em 1978 nasceu o primeiro bebê de proveta, a ciência revolucionou as técnicas de reprodução, tornando a paternidade um assunto complexo e paradoxal. Por um lado os casais com problemas de procriação dispõem de muitos recursos que lhes permitem contornar as dificuldades e assegurar descendência, não só geneticamente idêntica à dos progenitores, como dependendo só da mãe biológica. Mas, há casos, quase meramente teóricos, em que as limitações são tantas que os laços de paternidade podem ser exclusivamente afetivos, reforçando a idéia de que ter filhos é muito mais do que o ato de procriar.  
Pode-se chegar mesmo ao extremo de intervirem cinco progenitores. Senão vejamos: o casal que deseja ter um filho pode precisar de um esperma de um doador, mas devida à fraca qualidade dos óvulos da mulher recorre também a uma doadora e, por último, usa uma barriga de aluguel de outra mulher para assegurar a gestação. Neste cenário, é preciso dizer que, com todas as dificuldades que a adoção possa acarretar, parece uma solução bem mais fácil. Há ainda a possibilidade, teórica no caso humano, de se optar por transferir a totalidade das características genéticas de um dos pais, em vez dos habituais 50% de cada, para o óvulo, que é o que se sucede na clonagem, criando um gêmeo do progenitor de cuja célula foi retirado o núcleo.  
Evolução – Seja como for, a verdade é que a investigação não pára de surpreender mesmo os mais céticos, e só passaram 24 anos desde que os britânicos Robert Edwards e Patrick Steptoe foram bem sucedidos na primeira fertilização in vitro (FIV), com o nascimento de Louise Brown. Recentemente, um grupo de cientistas da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, anunciou a criação de um revestimento uterino artificial, feito a partir da combinação de hormônios e medicamentos. Liderada por Hung Chiung Liu, a equipe de investigadores retirou células do tecido uterino, cultivou-as em laboratório e conseguiu que se multiplicassem e crescessem num material biodegradável, que foi moldado na forma de um útero. Se for bem sucedida, esta técnica pode se tornar uma alternativa às tentativas, até agora infrutíferas, de transplante do útero. No ano passado, um grupo de médicos da Arábia Saudita transplantou um útero para uma mulher de 26 anos, mas tiveram de retirá-lo ao fim de três meses.  
Novas experiências – Na busca de úteros alternativos, destacam-se também as experiências de uma equipe da Universidade Juntedo, em Tóquio, que tem aperfeiçoado um útero artificial. Trata-se de uma espécie de um tanque de plástico transparente, cheio de líquido amniótico à temperatura corporal, que já se mostrou promissor com fetos de cabra, mantendo-os vivos e crescendo durante 10 dias. Os cordões umbilicais estavam ligados a máquinas que bombeavam o sangue, oxigênio e os nutrientes necessários ao desenvolvimento dos fetos, ao mesmo tempo em que retiravam os detritos. Yosinori Kuwabara, o responsável pela investigação, prevê que daqui a seis anos possa estar “para nascer” o primeiro bebê num equipamento deste tipo.  
Debate – Há quem veja este artefato como o método ideal para acompanhar bebês cujas características genéticas foram manipuladas, mas também uma forma de comodismo. Desenvolver um bebê fora do útero da mãe pode-se revelar atrativo para quem exclui a maternidade para manter um corpo bonito. Independentemente de outros usos, este útero artificial pode funcionar como as incubadoras tradicionais, levando a gestação até o fim, mas em fases muito mais precoces do desenvolvimento do feto. Ou ser mesmo uma alternativa para os casais que por alguma razão não podem ter um filho da maneira natural.  
Pressa na decisão – Na verdade, a vulgarização das técnicas de reprodução medicamente assistida tem levado muitos casais a decidir avançar para essa solução desnecessariamente, um problema que tem sido debatido internacionalmente. Por vezes, trata-se apenas do desconhecimento do ciclo reprodutivo da mulher. Num casal normal, por mês, a probabilidade de a mulher engravidar é de 20 a 25%. De acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde, só ao fim de um ano de relações sexuais regulares é que os médicos consideram que pode ser necessário averiguar se há algum problema.  
Mas a principal questão não é esta. Existindo de fato alguma razão que dificulta a reprodução, é preciso tempo até se obter um diagnóstico confiável. E as “culpas” são divididas eqüitativamente. Em 30% dos casos, os problemas de infertilidade têm uma causa exclusivamente feminina, atingindo o mesmo valor para as causas unicamente masculinas, e também 30% para problemas atribuíveis aos dois membros do casal. Há, no entanto, 10% de casos que são inexplicáveis, em que os médicos simplesmente não encontram nenhuma razão para as dificuldades de procriação. Mas há muitas situações de fácil solução, em que basta por exemplo recorrer a uma pequena intervenção para a dificuldade a ser ultrapassada. No entanto, muitos casais não querem esperar e procuram a resolução imediata do problema.  
Novos casos – Estima-se que em todo o mundo haja cerca de 50 milhões de casais com problemas de infertilidade e que todos os anos surjam 2 milhões de novos casais, o que faz concluir que o número de crianças que nascem por reprodução assistida continue a crescer, rondando na Europa os 15 a 20%. E estas crianças, segundo um artigo publicado no ‘The New Egland Journal of Medicine’, podem correr mais riscos de desenvolverem problemas de saúde do que as que nascem naturalmente. Mas este resultado está longe de ser consensual e muitos especialistas o contestam, afirmando que o risco é exatamente o mesmo quando se comparam os bebês de pais naturais com a mesma idade.  
As causas associadas à infertilidade também não param de aumentar. Um estudo recente efetuado pelo Instituto de Medicina Reprodutiva de Munique, na Alemanha, mostra que fumar preju-  
dica o sucesso nos tratamentos de fertilização in vitro.  
Alternativas de tratamento – Depois de diagnosticado o problema que provoca infertilidade, o passo seguinte é escolher a técnica mais adequada (ver box da página anterior) e sujeitar-se ao tratamento.  
A avaliação tem que ser feita caso a caso. Se é uma mulher nova e saudável não há razão para não se repetir várias vezes as tentativas. Mas quando se trata de uma mulher mais velha, muitas vezes depara-se com grandes dificuldades, por exemplo, de obter bons óvulos. Nesses casos, ao fim do primeiro tratamento desaconselha-se o casal a prosseguir.  
Fator emocinal – Antes de cada transferência de embriões, nas duas a três semanas anteriores, a mulher tem de tomar uma injeção diária, o que, em conjunto com as outras etapas do tratamento, contribui para que se torne fisicamente muito cansativo. Mas o maior desgaste parece ser psicológico. “Há que se ter em conta”, assinala a psicóloga Diana Guerra, da Comissão Nacional de Fecundação Assistida da Espanha, “que segundo alguns estudos, para metade dos casais a esterilidade é a experiência mais perturbadora que já passaram na vida. O estresse normal associado aos tratamentos é minimizado pela vontade de ter filhos. São crianças muito desejadas, por isso é uma experiência vivida com muita intensidade.”  
Em casos muito raros, em que há suspeitas de transmissão de doenças graves, como por exemplo, a hemofilia, a paramiloidose, distrofia muscular e outras, a ansiedade pode ser ainda mais intensa. Nestas situações, recorre-se ao diagnóstico “pré-implante”, antes de o embrião ser transferido para o útero, mas os resultados não são infalíveis. A margem de segurança é limitada. Dispõe-se apenas de uma ou duas células para análise, o que é uma grande limitação técnica. Por isso, depois de implantado o óvulo, o resultado tem de ser confirmado com o diagnóstico pré-natal.  
Passo a passo, a ciência vai contrariando a velha lei da seleção natural: os mais aptos começam a ser escolhidos... pelos médicos  
O ABC da reprodução assistida  
Inseminação artificial  
Estimula-se a ovulação da mulher com remédios e com um cateter coloca-se o esperma no útero.  
Fecundação in vitro  
Juntam-se os óvulos e os espermatozóides numa proveta e deixa-se que se “entendam” naturalmente. Os embriões são depois transferidos para o útero.  
Injeção intracitoplasmática  
Injeção de um espermatozóide no óvulo, usando uma micro-agulha e um microscópio de alta precisão. Os embriões são depois transferidos para o útero.  
Diagnóstico pré-implante  
Estudo das características genéticas dos embriões antes de serem implantados no útero. Só é usado quando há fortes suspeitas de doenças graves; o resultado é falível devido ao número escasso de células para analisar.  
Diagnóstico pré-natal  
Avaliação de risco de anomalias genéticas do feto. Mediante o resultado, a grávida pode ser aconselhada a submeter-se a diagnósticos mais precisos como a amniocentese.  
Amniocentese  
Consiste em retirar líquido amniótico para análise. Os resultados podem indicar possíveis anomalias genéticas no feto.  
 
Guia para casais estéreis  
Que doenças podem condicionar a vontade de ter filhos?  
Que soluções existem para a esterilidade?  
 
Causas da esterilidade  
Esterilidade feminina  
Problemas de ovulação: ovulação irregular ou ausência de ovulação, pode dever-se a problemas hormonais ou fisiológicos, como algum tipo de obstrução.  
Muco cervical: a espessura do muco impede a circulação do esperma e nenhum espermatozóide consegue atingir o óvulo.  
Incompetência cervical: o colo do útero dilata antes do tempo, provocando um aborto espontâneo.  
Endometriose: a desregulagem dos níveis de hormônios sexuais produzidos após a ovulação pode levar a que o endométrio não esteja nas condições ideais para receber um embrião.  
Recusa imunitária: a mulher pode, em alguns casos, produzir anticorpos contra os espermatozóides, tornando-os inativos;  
em situações muito raras, o corpo reconhece o embrião como um corpo estranho – 50% dos genes são do pai – e rejeita-o.  
Causas masculinas  
Obstrução: os espermatozóides são produzidos mas não conseguem sair do pênis, devido a anomalias congênitas ou doenças como a gonorréia.  
Qualidade do esperma: a quantidade de espermatozóides pode ser insuficiente (cerca de 20 milhões por milímetro quadrado é a concentração considerada normal); podem ter fraca mobilidade, não conseguindo atingir o óvulo, ou fraca qualidade, que pode torná-los incapazes de fertilizar.  
Incompatibilidade: a mulher pode ter uma reação imunitária adversa em relação aos espermatozóides impedindo-os de atingir o óvulo.  
Varicocele: dilatação das veias do cordão espermático provocada por um tumor; pode ser tratado com medicamentos ou cirurgicamente.  
Desequilíbrios endócrinos: as disfunções da tireóide têm um efeito devastador na fertilidade masculina.  
Defeitos: se os testículos não descem antes dos 5 anos produzem-se mudanças irreversíveis como a azoospermia – diminuição do número de espermatozóides.  
Técnicas de fecundação  
Inseminação artificial  
Indicações: em alguns casos de problemas com o esperma; produção independente.  
Técnica: estimula-se a ovulação da mulher com remédios e com um cateter coloca-se o esperma no útero nos dias de maior fertilidade.  
Resultado: em 35% dos casos é bem sucedida.  
Fecundação in vitro (FIV)  
Indicações: quando existe obstrução das trompas de falópio, problemas no endométrio, esterilidade devido a causa masculina ou de origem desconhecida.  
Técnica: põe-se em contato no laboratório óvulos e espermatozóides (podem ser doados) e deixa-se que a fecundação aconteça sem interferir. Previamente é preciso estimular os ovários para conseguir diversos óvulos. Depois podem transferir-se diversos embriões (o mais habitual é serem dois ou três para evitar a gravidez múltipla) e os restantes são congelados.  
Resultado: uma taxa de sucesso de 29%.  
Injeção intracitoplasmática  
Indicações: usa-se em casos de esterilidade masculina que não tem solução com a FIV.  
Técnica: injeção de apenas um espermatozóide, depois de uma escolha rigorosa, no óvulo, usando uma micro-agulha e um microscópio de alta precisão. No momento considerado apropriado, é feita a transferência dos embriões.  
Resultado: é bem sucedida em cerca de 31% dos casos.  
Perguntas mais frequentes  
Até que idade se realiza?  
Não há idade definitiva, depende das condições específicas de cada mulher e faz-se uma avaliação caso a caso. Até os 35 anos a probabilidade de engravidar é de 20 a 25% em cada mês, idade a partir da qual começa a baixar, rondando os 9 a 10% aos 37 anos e caindo drasticamente aos 40 anos para 2 a 3%.  
Há limites de tentativas?  
Não há limite. Cada tentativa aproxima-se de 30% de sucesso. Os casais podem ter de fazer três tentativas para obterem o sucesso máximo.  
Gravidez múltipla?  
FIV-ICSI: 25,5% gêmeos, 7,5% triplos; e 0,4 % quádruplos. No entanto, atualmente as recomendações são para que se transfira um número menor de embriões (dois ou três) de forma a evitar a gravidez múltipla.  
Más formações?  
Os especialistas afirmam categoricamente que não. O risco é o mesmo de acordo com a idade dos pais, seja com métodos artificiais seja na reprodução natural.  
 
Os rostos da infertilidade  
Depois de anos planejando a procriação, a notícia chega como uma bomba. Para alguns é um drama;  
outros decidem enfrentar a situação  
A impossibilidade de ter filhos de forma natural continua rodeada de mitos e tabus. Num questionário realizado na Europa sobre a percepção da esterilidade e do seu tratamento, só 38% da população considerava o fenômeno como um transtorno. No entanto, a reação perante a infertilidade tende a ser emotiva.  
 
Choque  
A esterilidade é difícil  
de aceitar e muitos casais reagem com incredulidade.  
O sentimento dura pouco e não é emocionalmente prejudicial quando se reconhece e enfrenta o problema.  
Negação  
Em vez de abordar o problema, nega-se o diagnóstico: “Não é possível, com certeza enganaram-se. Como podemos ser estéreis?”. Esta fase pode ser útil para se adaptarem à situação.  
Culpa  
Muitos pensam que foram castigados, pela vida sexual anterior ou por alguma interrupção voluntária da gravidez. O parceiro estéril sente que está privando o outro da possibilidade de ter filhos.  
Ansiedade  
É o mais freqüente. O fato de as pessoas porem em marcha estratégias positivas para enfrentar o problema também pode levar à recusa de qualquer ajuda e ao consumo injustificado de medicamentos.  
 
Desânimo  
Surge depois de várias tentativas falhas de fecundação. A esterilidade representa a perda de uma ilusão e da relação potencial do adulto com a criança. Pode desembocar numa depressão.  
Raiva  
Assim como a inveja, este sentimento só aparece quando observam outros casais que têm filhos sem dificuldades, ou quando os familiares não percebem a pressão emocional a que estão sujeitos.  
Perda de controle  
A esterilidade pode alterar os aspectos da vida pessoal: adiam-se projetos profissionais, renuncia-se a estabelecer novas relações e é freqüente que o próprio casal entre em crise.  
Isolamento  
É freqüente que o parceiro estéril se distancie caso os amigos e familiares não mostrem compreensão em relação aos seus sentimentos. Muitos renunciam a contatos sociais “porque os outros têm filhos”.  
 
Casos polêmicos  
A reprodução assistida é um assunto delicado que suscita um amplo debate. Está associada a situações diversas, muito longe de serem consensuais, devido a questões éticas  
Nascidos de um morto  
A britânica Diane Blood acaba de ter o segundo filho gerado com esperma do marido já falecido. Os médicos extraíram o sêmen quando o homem estava em coma, o que permitiu o nascimento de Liam, agora com três anos. Diane resolveu repetir a experiência, mas teve de deslocar-se até a Bélgica, dadas as limitações legais na Inglaterra: a legislação impede-a de registrar os filhos com o nome do pai. O mesmo objetivo tem a espanhola Maria, que continua lutando para ser inseminada com esperma de seu marido em coma.  
Brancos com filhos negros  
“Os pais e os médicos notaram no momento do parto, sem qualquer dúvida, que as meninas tinham a pele escura”, noticiou o jornal britânico “The Sun”. Os pais brancos, que tinham se submetido a um tratamento de fecundação, ficaram estupefatos e as palavras de Mohamed Taranissi também não os tranqüilizaram: “Um erro como este não ocorre habitualmente. Mas o certo é que ocorreu e a probabilidade de acontecer é de uma num milhão”. Houve uma troca na clínica onde foi efetuada a fecundação que teve como resultado o nascimento de duas crianças, filhas de outros pais.  
Antinori já não clona  
Depois de anunciar aos sete ventos o nascimento do primeiro bebê resultante de clonagem, o polêmico médico italiano Severino Antinori desmente que trabalhe em experiências deste tipo e responsabiliza a mídia pela confusão que se instalou: “Nunca falei de clonagem, que é um termo cinematográfico e não científico.” O termo agora escolhido por Antinori é “reprogramação genética celular”. Para que não haja confusões...  
 
Adam Nash, manipulado para salvar  
Os pais de Adam não queriam um bebê mais alto ou inteligente, mas cujas células pudessem salvar a irmã, Molly. Afetada por uma doença rara – anemia de Fanconi – a menina estava condenada a morrer por volta dos sete anos com leucemia. Os pais decidiram ter outro filho compatível. Para isso submeteram-se a análise genética os 15 embriões obtidos através de fecundação in vitro. Mal nasceu Adam, foram-lhe retiradas células do cordão umbilical e da placenta da mãe e preparadas para serem injetadas no sistema circulatório de Molly.  
 
Queremos um filho surdo  
As lésbicas que usaram esperma de um doador surdo para ter um filho com essa deficiência consideram justificada a sua decisão. Para as americanas Sharon Duchesneau e Candance McCullough, a surdez não é uma limitação, mas uma característica partilhada por uma comunidade com uma cultura e identidade próprias.  
RMX 2010, “Para melhorar a raça”  
É uma idéia do Movimento Raelino e vende-se pela internet por 9.199 dólares. Teoricamente é capaz de clonar e permitir obter um embrião humano em condições de ser implantado no útero. Claude Vorilhon, fundador da seita, diz que com este aparelho pretende “contribuir para que a clonagem se multiplique no mundo, para ajudar a curar doenças e melhorar a raça humana”.  
 
Gordos, impotentes e com pouco sêmen  
Metade dos homens tem esperma de má qualidade  
O que é que se passa com os homens?  
São cada vez mais os que exibem gorduras supérfluas, especialmente barrigas proeminentes, sinais que muitas vezes traduzem problemas de impotência e também de infertilidade. A Organização Mundial de Saúde baixou os padrões mínimos para classificar como normal uma amostra de esperma, e mesmo assim a porcentagem de homens com problemas continua a aumentar. O último estudo realizado na Universidade de Alicante, na Espanha, revela que metade dos estudantes tem esperma de pouca qualidade: têm pouco espermatozóides, que movem-se pouco ou a sua forma revela anomalias. O diretor, Joaquín de Juan, diz que esses números não são especiais: “Os resultados são idênticos aos de outros países”. A novidade é que foram identificadas alterações entre os consumidores de, pelo menos, dois cafés diários e entre os que praticam esporte intensivo, pelo menos três vezes por semana.  
 

  
O médico Yoshida, do hospital da Universidade de Juntedo em Tóquio, no Japão, junto ao útero artificial que se mostrou promissor com cabras

Cientistas japoneses testam atualmente um útero artificial que pode vir a ser uma alternativa à gestação natural

Corrida do espermatozóide

Tecido do endométrio

Depósito para criopreservação

Uma família de sêxtuplos

Injeção intracitoplasmática

Em todo o mundo há cerca de 50 milhões de casais com problemas de infertilidade e a cada ano surgem mais 2 milhões

Os rostos da infertilidade

Casos polêmicos

Antinori já não clona

Adam Nash, manipulado para salvar



O estilo de vida afeta a qualidade do esperma

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