Vidabrasil circula em Salvador, Espírito Santo, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo Edição Nº: 313
Data:
30/8/2002
Capa | Edições anteriores| Assine já | Fale com a redação
Página visitada: 1374691 vezes
» Índice
» Editorial
Acordo informal
» Autos
O meu nome é Ferrari  
Enzo Ferrari  

» Turisnotas
Com crescimento recorde e obras de ampliação, aeroporto de Salvador passa a ser o terceiro maior do país
» Triângulo
Rebatendo o bombardeio que vem sofrendo da grande imprensa, Gratz apresenta 13 certidões negativas
» Boca Miuda
Theodorico Ferraço pede licença da Prefeitura de Cachoeiro para mergulhar na campanha do filho Ricardo
Editorial

Um deputado federal do Espírito Santo é visto rotineiramente em comícios e caminhadas com um candidato ao governo do Estado fazendo campanha política.  
A cena pode parecer totalmente normal em época de eleição senão fosse o fato de o parlamentar, que busca a reeleição, estar fazendo campanha com o candidato de oposição ao de seu partido.  
O caso de deputado não é o único no Espírito Santo e muito menos no Brasil. Por todos os cantos desse imenso País o que se ouve diariamente dos políticos em campanha é um tal de “acordo informal”.  
Deu para entender? Não?  
A “coisa” funciona mais ou menos assim: foi criada uma lei para tentar orientar o eleitor e buscar uma maior fidelização dos candidatos ao partido em que são filiados. Em uma País totalmente sem ideologia partidária, prevê que as coligações fechadas entre os partidos em nível nacional sejam seguidas em nível estadual e municipal é no mínimo uma tentativa de moralizar as campanhas.  
Mas, decididamente vivemos no País do “jeitinho”.  
O tal “acordo informal” foi a tática adotada pelos políticos para burlarem a legislação e, na prática, fecharem os acordos que melhor lhes convêm independente de partido político a que estão filiados.  
É tudo muito simples.  
Vamos a mais um entre milhares de exemplos: para Ciro Gomes do PPS não interessa ter seu nome vinculado a Fernando Collor de Melo. Mas para o candidato de seu partido em Alagoas, estar ligado ao ex-presidente rende bons votos. O que se faz então é fingir que não há coligação. O que há é “acordo informal”.  
Quem gosta de especular sobre política pode se divertir fazendo algumas perguntas:  
– No palanque de Ciro em Alagoas quem vai subir?  
– No palanque de Paulo Hartung sobe José Serra e Rita Camata com quem o candidato do PSB tem um “acordo informal” ou Anthony Garotinho, candidato de seu partido a presidência da república?  
– No palanque de Max Mauro sobe Ciro Gomes ou Lula. Ciro é candidato da coligação PPS/PDT/PTB, mas Max tem “acordo informal” com o PT no Espírito Santo?  
É infinito o número de suposições possíveis.  
No final todas só provam que a verticalização é mais uma lei para não ser cumprida.  
Coitatinho do eleitor.  

  

Copyright © 2001, Vida Brasil. - Todos os direitos reservados.