Vidabrasil circula em Salvador, Espírito Santo, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo Edição Nº: 289
Data:
31/8/2001
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HOMENAGEM AOS GURGULINO
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O Hotel Transamérica São Paulo está dando mais um passo para confirmar sua posição de liderança no segmento de eventos.
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Momento muito especial para  
a família Nielsen  

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Forra da sacola
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...E a Caravana passa
TRIANGULO

Ases  
Quatro nomes do executivo e um do legislativo foram de fundamental importância durante o pesadelo vivido nos últimos meses pelo governador José Ignácio. O secretário Jorge Hélio Leal, sem trocadilho, sinônimo de lealdade e coragem. O chefe da Casa Civil, Marcos Vicente, que como verdadeiro vicentino, abandonou o bem-estar da Câmara dos Deputados para embarcar numa nave em plena turbulência. O secretário da Fazenda, João Luiz Tovar, que peitando uma “certa turma” hoje defenestrada do Palácio Anchieta, conseguiu impor na pasta o seu ritmo e pessoas da sua inteira confiança. Já era previsto o seu crescimento. Outro notável é o superintendente de Comunicação, Eugênio Buery, ali colocado sob os auspícios de uma “certa turma” que imaginou que ele seria uma Rainha da Inglaterra: quebraram a cara! Buery impôs o seu estilo e transformou-se em homem de inteira confiança do governador — parte desta turma ainda ronda a Comunicação e precisa ser urgentemente afastada de lá. Antes que surja mais um escândalo. Finalmente José Ignácio, apesar de todas as intrigas que tentaram fazer, contou mesmo foi com o apoio do presidente da Assembléia Legislativa, José Carlos Gratz, que, com a determinação que lhe é peculiar, peitou um grupo de oportunistas, que queria negociar o impeachment para aí sim lotear o governo que sucederia José Ignácio. Se o governador tivesse ouvido há tempos os alertas de que Gratz era o fiel da balança para debelar a crise, o prejuízo do Espírito Santo teria sido muito menor.  
 
No rodapé  
O Banestes lucrou no primeiro semestre do ano R$ 3,969 milhões, comandado pelo discreto e competente Deosdete Lourenção (foto). O resultado supera em 4,33% o resultado do mesmo período no ano passado. A notícia extremamente positiva aparece numa pequena nota no rodapé dos diários locais. Já as manchetes principais são dedicadas aos escândalos que tanto envergonham o Estado. Uma falta de bom senso interpretar como notícia, só as ruins. Que pena!  
 
A longa noite do “impeachment”  
 
Num gesto de coragem só demonstrada por quem não apenas quer os bônus, mas também assume os ônus de seus atos, o deputado José Carlos Gratz (PFL) utilizou-se de suas prerrogativas de presidente da Assembléia Legislativa e engavetou o casuístico pedido de abertura de processo de impeachment do governador José Ignácio Ferreira. “Vamos elaborar uma agenda positiva para o Estado e permitir que o governo trabalhe”, convocou Gratz em seu discurso ao final da terceira sessão extraordinária da última segunda-feira, dia 27, mais uma vez derrubada por falta de quorum devido à ausência dos deputados que passaram para a oposição.  
A Assembléia ficou dividida: 15 deputados aliaram-se ao governo e 15 ficaram contra. Até a véspera do dia D para a votação, o governo tinha 14 parlamentares. Na segunda-feira, o deputado Toninho de Freitas atendeu à determinação do PMDB e ficou contra o impeachment.  
Para votar o relatório da comissão especial que analisou o pedido de afastamento, a Assembléia precisa ter maioria simples em plenário. Ficou faltando um deputado. Apesar das conversações e da pressão dos prefeitos da maioria dos municípios capixabas, ninguém apareceu para dar o quorum. “Eu tinha muito apreço pelo deputado Robson Neves até domingo, quando ele prometeu que os deputados ficariam em plenário para que pudéssemos cumprir nossa obrigação com os eleitores capixabas e votar de uma vez o relatório. Mas na hora ele saiu e carregou os outros deputados. É um homem sem palavra, assim como os deputados Lelo Coimbra e Juca Alves”, disse Gratz. A saída dos deputados do plenário foi duramente criticada por seus colegas. “Esta é uma atitude de quem está fugindo da responsabilidade”, disse Gilsinho Lopes, presidente da CPI que inocentou o governador José Ignácio das acusações que levaram ao pedido de indiciamento de 24 pessoas, entre elas vários colaboradores do governo. Para José Tasso, “a atitude desses deputados não dignifica o parlamento”. Já a deputada Fátima Couzi foi além e disse que “isso não é coisa de homem”.  
A hombridade, aliás, foi uma das invocações do presidente Gratz para tentar evitar o abandono do plenário: “Quem for homem na verdadeira acepção da palavra fique no plenário”. Argumento inútil para convencer Robson Neves, Juca Alves, Juca Gama, Eval Galazi, Geraldo Martins, Gil Furieri, Gilson Gomes, Nasser Youssef, José Ramos, Benedito Enéas, Avílio Machado, Lelo Coimbra, Wilson Japonês, Luiz Pereira e Cláudio Vereza. Com exceção de Vereza e Lelo, todos os demais deputados eram considerados da situação, mas seguiram o canto mágico do aprendiz de feiticeiro Robson Neves, cuja expulsão do PMDB sai ainda esta semana, juntamente com Gil Furieri.  
O presidente José Carlos Gratz anunciou que vai mudar o tratamento com os deputados, “usando todos os instrumentos regimentais daqui para a frente”. E reafirmou o que havia dito em um discurso inflamado logo que voltou do recesso parlamentar, no início do mês: “Ninguém consegue me vencer”.  
 
 
Juca fazendeiro  
 
Todo acordo é espúrio quando não agrada ou inclui certos cidadãos como o deputado Juca Alves, por exemplo. Ex-militante de esquerda, passou pelo PT e pelo PPS e agora está no PSDB. O parlamentar de senso de oportunidade mais que ativo quis botar as unhas de fora e negociar em cima dos infortúnios do governador José Ignácio. Carta marcada com X vermelho para as próximas eleições, Alves também é um homem de sorte. É ex-pobre. Basta verificar o patrimônio do então funcionário da Cesan com salário de cerca de R$ 600 e o hoje próspero fazendeiro. Também pudera. Econômico e com o bom salário de deputado, é fácil enriquecer.  
 
Barraco  
 
O vereador Sebastião Pelaes registrou numa delegacia de polícia queixa contra o secretário de Comunicação Luiz Carlos Azedo. O homem, de fato, é metido a valente e chegado a um barraco. Não é a primeira vez que o briguento tenta demonstrar as suas habilidades físicas.  
Valente ou não, o seu Azedo mais cedo ou mais tarde vai ter que dar explicações sobre certos rumores na Comunicação da PMV. É provável que tenha de voltar a outras delegacias.  
 
Névoa  
 
Tem muita coisa que ainda virá à tona sobre a quebra do Banco Santos Neves. Quem conhece a história de perto, garante que há bastante névoa a ser dissipada. Já os amigos dos ex-banqueiros apostam que eles não salvaram sequer o dinheiro para uma sobrevivência digna.  
 
Lixo  
 
Algumas prefeituras que se opõem no governo JIF estão investindo uma boa nota em certos veículos de comunicação. Alguns, apócrifos. É dinheiro público descaradamente jogado fora.  

  












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