Vidabrasil circula em Salvador, Espírito Santo, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo Edição Nº: 318
Data:
15/11/2002
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Incompreensível crise
Entrevista

Mineiro de Belo Horizonte, três filhos, ex-corredor de provas de resistência na juventude – revela que já fez os quase 18 km da Volta da Pampulha em 1h13 –, o engenheiro José Armando de Figueiredo Campos é, hoje, o profissional mais respeitado do setor siderúrgico nacional. Seu prestígio ficou demonstrado quando recebeu 1.200 convidados, muitos deles vindos do exterior, no último dia 11 para a inauguração do Laminador de Tiras a Quente (LTD), da Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST), empresa que ele preside desde 1999.  
Desde que a CST foi privatizada em 1994, foi a terceira grande inauguração. E daqui a três anos tem mais uma: o terceiro alto-forno, que vai aumentar a capacidade de produção de placas de aço para 7,5 milhões de toneladas por ano. Isto é, a cada três anos a companhia está ampliando sua planta industrial na área de mais de 13 mil metros que ocupa na divisa de Vitória e Serra e acrescentando alguns milhões de dólares ao Produto Interno Bruto (PIB) capixaba.  
Escudado durante entrevista coletiva por três diretores – Leonardo Dutra Moraes Horta (Administrativo e Financeiro), Benjamin Baptista Filho (Desenvolvimento e Comercial) e Jackson Chiabi Duarte (Técnico e de Produção) – e, depois, em conversa direta em meio aos muitos abraços e cumprimentos pelo sucesso de sua administração, José Armando falou sobre a empresa, os novos projetos, a política brasileira e estadual, macroeconomia e atestou que a CST aposta no desenvolvimento do Brasil: mais da metade da produção de tiras a quente será voltada para o mercado interno.  
A CST investiu 450 milhões de dólares na instalação do LTQ para tornar-se, em pouco tempo, o maior fornecedor desse produto para o mercado mundial. E nos próximos três anos investirá outros 600 milhões de dólares em outro alto-forno. Outra novidade é que a empresa, a partir de agora, como vai vender um produto mais elaborado, para o mercado interno, passará a pagar impostos ao Estado. Serão estimadamente 70 milhões de dólares por ano (em torno de R$ 250 milhões).  
– Em tempo de muitas reclamações, o que faz com que a CST atravesse a crise crescendo?  
– Temos alguns fundamentos. Em primeiro lugar, a empresa busca melhorar sua competitividade, não apenas de custos, mas de um conjunto de fatores que incluem também os custos. Além disso, vale a pena mencionar que todos os investimentos feitos pela CST foram orientados pelo mercado e não apenas para aumentar a produção. É a evolução da oferta, da demanda, dos preços.  
E tudo isso está sendo feito com um aumento da produtividade na empresa, e não em função de reengenharia, que era moda no início da década de 90, quando as empresas encolhiam e mantinham a produção. Na CST esse crescimento da produtividade veio ano após ano, até atingirmos este ano 1.389 toneladas/homem/ano. Para se ter uma idéia do que isso significa, a produtividade média da siderurgia brasileira hoje é de 490 toneladas/homem/ano.  
Com mais equipamentos, acreditamos que a produtividade continuará crescendo, à custa de investimentos em capacitação de pessoas. Para esse Laminador de Tiras a Quente, investimos 12 milhões de dólares para treinar as pessoas. Nossa média histórica é 3 milhões de dólares por ano na capacitação das pessoas.  
Isso leva a índices que nos orgulham. No dia 3 de novembro, completamos um ano sem acidentes com perda de tempo, a nossa aciaria, onde é grande o risco, acabou de completar em 30 de outubro 550 dias sem acidentes de qualquer natureza.  
– Como vai ter que deslocar parte de suas placas para o Laminador de Tiras, qual a estratégia da CST para manter seus clientes atuais?  
– Estamos produzindo e comercializando cerca de 60% da produção de placas em produtos de maior valor agregado, principalmente voltados para as indústrias automotiva, naval e de embalagens. Então, 40% de nossa produção de placas são os chamados materiais de qualidade comercial, com alternativas de suprimentos no mundo, com diversos fabricantes em condições de atender com esse produto.  
O que vamos reduzir é nossa oferta de placas de qualidade comercial, e nossos clientes já estão estruturando novas alternativas de suprimento nessa primeira etapa. Vamos deslocar 2 milhões de toneladas de placas para o laminador de tiras a quente, agregando mais valor. Isso significa redução da oferta de placas a partir do próximo ano, mas a empresa está preparada para ampliar a produção de placas de novo para recuperar a nossa posição de maior fornecedor de placas do mercado internacional.  
– Essa ampliação já está em estudo?  
– O plano é construir um terceiro alto-forno e outras instalações necessárias para elevar a capacidade de produção de placas para 7,5 milhões de toneladas/ano. Esse plano, uma vez aprovado, vai demorar três anos para ser implementado, num investimento da ordem de 600 milhões de dólares. Estamos no trabalho de pré-engenharia. Mais importante do que anunciar o projeto é a data de chegada dele. Imaginamos sua operação no início de 2006.  
Está sendo estudado nesse momento a implantação de uma coqueria com tecnologia nova, limpa, com uma empresa especializada em produção de coque, num pool de fornecimento para outras empresas brasileiras, além da CST. Isso também está em gestação, mas será uma decisão que vai acontecer antes da decisão da expansão da usina.  
– Qual o valor agregado de tiras a quente em relação a placas?  
– Normalmente, 100 dólares por tonelada.  
– Qual é a projeção de destinação desse novo produto para o mercado brasileiro? Há alguma projeção para o mercado do Espírito Santo?  
– O consumo local de laminados a quente no Espírito Santo é muito pequeno. Temos 80% desse consumo nas regiões Sul e Sudeste, sendo 60% no Estado de São Paulo. O Espírito Santo é muito pequeno, mas todos os consumidores locais temos a pretensão de fornecer. O consumo brasileiro é de 4 milhões de toneladas/ano.  
Estaremos investindo no projeto Vega do Sul, que começa a produzir em junho de 2003 com a linha de galvanização e, em seguida, decapagem e laminados a frio. É um projeto para 900 mil toneladas/ano. A CST vai suprir toda a necessidade de laminados a quente de Vega do Sul.  
– Presidente, os Estados Unidos, que representam um dos principais mercados da CST, praticam o protecionismo com sua indústria siderúrgica. De repente, a CST até antecipa a inauguração do LTQ com a maior parte da produção destinada ao mercado interno. Isso é uma resposta ao mercado americano?  
– Não trabalhamos com esse tipo de reação. Nossa grande motivação para implantar o LTQ foi a oportunidade criada pelo próprio mercado doméstico. Para nós, tem importância também um pouco de proteção natural em relação aos seus custos. Ter um pouco de receitas em real no mercado de aço é importante para nós.  
Agora, sem dúvida nenhuma isso também demonstra para os nossos parceiros comerciais lá fora que estamos apostando no crescimento do Brasil. Estamos apostando no crescimento da economia brasileira, que em produtos siderúrgicos tem crescido mesmo com toda a crise. Nos últimos 12 anos, quando o PIB brasileiro cresceu em média 2,6%, o consumo aparente de aço no Brasil cresceu 6%.  
Então, na verdade é uma aposta da CST no desenvolvimento do mercado brasileiro, que tem segmentos consumidores crescendo a taxas muito impressionantes nos últimos anos.  
– Como é essa conta dos empregos gerados por esse empreendimento?  
– Estamos assegurando 450 empregos diretos. Não são novos empregos, porque temos melhorado produtividade, fechado unidades, como uma fábrica de lingoteiras, com aproveitamento de pessoas aqui dentro. Há outros 450 empregos indiretos.  
Durante a construção, no pico das obras, esse empreendimento gerou mais 3.600 empregos e mesmo neste ano, no fechamento das obras, tivemos 1.700 operários trabalhando. Na média, foram 2.500 empregos desde a mobilização no início da obra até a desmobilização no encerramento.  
Desde 1993 estamos fazendo obras aqui na CST e esse fluxo de empreiteiras e gente ocupada dentro da empresa tem sido praticamente contínuo.  
– Explique como será feita essa movimentação das bobinas por barcaças para o Sul do país.  
– Hoje nosso sistema de logística é muito simples. Levamos para o porto de Praia Mole, que é nosso, e dali para o mercado internacional. Com as tiras a quente isso muda muito, porque teremos fluxo logístico rodoviário, ferroviário e estamos desenvolvendo com a Norsul esse projeto de barcaças, proporcionando um sistema mais eficiente para transportarmos para Vega do Sul, no porto de São Francisco do Sul.  
Queremos eficiência para levar bobinas pesadas, porque a CST será a única siderúrgica brasileira em condições de fazer bobina pesada, de até 40 toneladas, e essas bobinas têm restrições de peso por eixo no transporte rodoviário. O fluxo ferroviário se inviabiliza porque não temos uma malha única daqui até o Sul. Teríamos que fazer transbordo e isso demandaria manuseio, que é complicado.  
O que faz mais sentido é usar Praia Mole e transportar para Vega do Sul. Por isso, desenvolvemos esse projeto de barcaças, que abrirá uma perspectiva importante de transporte de cabotagem. A idéia é levar 1 milhão de toneladas anuais para todos os nossos clientes do Sul do país.  
– Como a CST está resolvendo a questão da demanda de energia para produzir as tiras a quente?  
– Continuaremos 100% auto-suficientes em energia, que é o maior insumo na produção das tiras a quente. Temos muito cuidado em não depender de combustível externo. Toda a energia nossa é gerada pelo carvão. A destilação do carvão gera gazes, produz coque, que no alto-forno gera outro gás, e na aciaria o refino do gusa também gera gás. E a CST não vai alterar seu contrato de gás natural com a Petrobras.  
Viemos investindo em melhorar a eficiência energética da empresa, e tivemos uma melhoria de 15%, que permitiu a tiras a quente partir sem uso de nenhum combustível externo. Este é o primeiro diferencial de custo, não estamos pagando a mais para colocar a tiras a quente em operação.  
Nos preocupa o problema energético brasileiro e, com mais razão, o sistema do Espírito Santo, que é ponta de linha e não houve um único investimento no Estado. Todos os projetos foram cancelados. Se houver outra crise de energia, isso nos afetará. Com a entrada da quarta termelétrica daqui a um ano, essa questão estará garantida.  
– Qual será a participação das tiras a quente nas receitas da CST?  
– Nossa receita em dólar, que hoje é de 100%, vai cair para 80%, enquanto a receita em real vai representar 20%. O preço básico de mercado interno hoje é de R$ 870,00 a tonelada colocado em São Paulo, sem impostos, para pagamento à vista. Sobre esse preço você incide extras por dimensão, por qualidade, por condição de superfície, entre outros.  
– Presidente, qual vai ser a participação da CST no mercado de tiras a quente?  
–- Queremos ser o maior fornecedor de bobinas a quente do mercado de todo o mundo. Temos motivo para acreditar que isso vai ser possível porque obviamente as outras empresas estão aí no mercado e vão querer agilizar seus investimentos e é por aí que a CST vai encontrar seu espaço.  
A CSN é hoje o maior fornecedor com 40% do mercado, seguida de Usiminas, Cosipa e uma parte bem menor da Acesita. Em 2004, queremos assumir essa ponta. A CSN tem capacidade de 5 milhões de toneladas por ano, mas grande parte de sua produção, a exemplo das outras usinas, é usada internamente.  
O mercado interno consome hoje 4 milhões de toneladas por ano, enquanto o mercado mundial é de 40 milhões de toneladas. O de placas é de 20 milhões. Esse projeto, portanto, além de dar flexibilidade operacional para a companhia a coloca posicionada num mercado que é maior do que aquele em que ela vinha jogando.  
– O LTQ vai produzir aumento de receita para o Estado, através de impostos, ou haverá uma compensação com o que a empresa tem de crédito?  
– A geração de impostos num negócio desse é tão grande que rapidamente desaparece o volume de créditos que a empresa tem. E não é essa a preocupação. Não fiz a conta, mas temos um crédito acumulado na ordem de R$ 260 milhões, e quando a empresa estiver produzindo a plena capacidade vai produzir 70 milhões de dólares em impostos.  
O Estado deve ter logo aumento de receita em função desse investimento, mas o mais importante é a oportunidade de desenvolvimento para o Espírito Santo, alavancando novos projetos. Quem planeja um Estado como o nosso deve fazê-lo para 10 a 15 anos, como fazemos nós.  
– Qual o impacto ambiental do projeto?  
– É zero, porque não tomamos recursos naturais e ainda estamos crescendo, gerando empregos, impostos, riqueza e não tomando insumos. O saldo é positivo. Geramos energia com os gases produzidos na usina e reutilizamos a água. Também não há emissão de material particulado. A grande preocupação do laminador de tiras a quente é a quantidade de água que ele toma para resfriar a tira laminada, mas no nosso caso toda essa água é recirculada. Metade da área de terreno utilizada pelo LTQ são instalações de retratamento de água.  
– Como presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia, como o sr. vê os novos rumos da política e da economia brasileira com a eleição de Lula para presidente? E de que forma o seu setor pode participar disso?  
– A expectativa no setor de siderurgia é poder contribuir com um governo que tem entre seus postulados a volta do desenvolvimento, do crescimento da economia, a criação de empregos. A siderurgia emprega quase 70 mil pessoas em mão-de-obra direta, e a cadeia da siderurgia é igualmente outro grande empregador.  
Acho que o Brasil está pronto para crescer e a expectativa é grande de que o governo, mantendo a estabilidade e a seriedade das coisas públicas, austeridade fiscal, controle das finanças, e um bom discurso, vamos sair dessa e no ano que vem vamos estar muito melhores do que imaginávamos.  
– O setor siderúrgico tem uma grande participação na balança comercial brasileira. Como o sr. avalia a questão do Mercosul, que andou meio abalado pela crise argentina, e a Alca? A Alca é mesmo irreversível e é imprescindível?  
– Depende de que Alca estamos falando. Uma Alca que tenha a premissa da integração hemisférica no seu bojo realmente é o que queremos. Queda de barreiras tarifárias e não-tarifárias, e uma integração comercial maior em todo o hemisfério, é importante e ninguém pode ser contra.  
O que acho que devemos discutir bem, para chegar na hora das negociações e as coisas estarem bem claras, é que vamos ter abertura de mercado sim. Nós aqui, para os produtos em que não somos competitivos, e eles lá, para os produtos em que eles já não são mais competitivos. É assim que vamos estar promovendo a integração hemisférica plena.  
Com relação ao Mercosul, acho que atravessa uma crise de confiança com o enfraquecimento de alguns de seus parceiros. A Argentina não avaliou perfeitamente todo o benefício que o Mercosul pode trazer para ela, mas ainda dá tempo de avaliar. Acho que com um Mercosul forte podemos ter uma Alca também mais forte.  
– Há riscos de o Brasil passar por uma crise parecida com a da Argentina?  
– Nenhum risco. Os fundamentos da economia brasileira são completamente diferentes. Em primeiro lugar, temos lideranças políticas, como mostraram as últimas eleições com um sufrágio que consagrou um candidato com 52 milhões de votos e deu ao seu concorrente quase 40 milhões. O Brasil tem lideranças políticas para conduzir um processo tranqüilo de transição e de desenvolvimento a qualquer custo, colado com austeridade fiscal e monetária, para um crescimento maior, sem os riscos da Argentina.  
Temos uma indústria que não foi sucateada. A cada crise a indústria brasileira dá um salto de competitividade. Na Argentina, a cada problema se importava mais porque o câmbio ajudava. E as empresas foram incentivadas a não produzir, até se fechar.  
– Presidente, e quais são suas expectativas para os novos momentos econômicos e políticos que o Espírito Santo passa a viver a partir de janeiro?  
– Mudança é sempre bom. E o governo que vem chega com um respaldo muito bom e acho que o Espírito Santo é um Estado quase pronto, com uma infra-estrutura perfeita. O que falta aqui é alguém capaz de fazer uma boa coordenação política que faça com que todas as remadas aqui se dêem na mesma direção. Vejo hoje aqui essa coisa de muitos movimentos, cada um para um lado. Com uma boa liderança, essa coisa alinha e temos boa expectativa para a recuperação do Espírito Santo.  
Não tenho muita dúvida. Temos muita coisa boa no Estado, enorme capacidade pessoal. O que falta é um pouco mais de gestão e as pessoas que estão aí sabem fazer isso. É só terem tempo para fazer isso.  
– Esse aspecto de cada um remar para um lado influencia até no ânimo das empresas?  
– Isso mexe com o ambiente como um todo. Nenhuma empresa pode ir bem por si própria, sozinha. Essa história de ter uma empresa competitiva num país não competitivo não existe, isso é mentira. Uma empresa competitiva num Estado não competitivo não existe. Todos os agentes têm que trabalhar na mesma direção, as instituições têm que estar funcionando, críveis. Não se pode ter corrupção num Estado moderno, esse ambiente é que afasta empresas.  
Acho que o Espírito Santo poderia estar atraindo muitas empresas, atividades econômicas mal localizadas quando se pensa no mercado externo, mas perdemos muitas oportunidades por não transmitir esse clima de favorabilidade no ambiente dos negócios.  
Não estou dizendo que exista aqui, mas o que a imprensa vaza, por menor que seja, toma uma repercussão tão grande que acaba destruindo um quadro mínimo de ambiente estável, regulador, de um Estado participante e que fomenta. Estado não precisa investir nada, colocar dinheiro. Esses investimentos não estão no orçamento de nenhum governo, não precisam estar.  
O que precisa ter é gente que não atrapalha. Ninguém quer chegar num lugar e ficar exposto. Posso trabalhar aqui que não vou ser importunado, tungado, é isso o que tem que passar.  
– Há exatamente seis anos o sr. dizia numa entrevista aqui mesmo que queria trazer sua família de Niterói para cá para viver mais de perto a realidade local. Valeu a pena ter feito essa troca?  
– Valeu, todo mundo gosta daqui, é a terra da família hoje, e tem futuro. As coisas aqui estão por acontecer. Pode-se até pensar em outros centros de atividade econômica mais intensa, mas lá as coisas estão prontas, já aconteceram. É muito melhor participar da construção  
 
Empresa vai fazer 20 anos  
A Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST) começou a operar em 1983, após investimentos de 3,1 bilhões de dólares, com 50% de capital estatal e participação minoritária dos grupos Kawasaki, do Japão, e Ilva (ex-Finsider), da Itália. Sua constituição oficial, entretanto, deu-se sete anos antes, em junho de 1976, quando começaram os primeiros movimentos para instalação de sua planta industrial na Grande Vitória.  
Quando começou a operar, sua capacidade instalada era de 3 milhões de toneladas por ano, produzindo placas de aço, principalmente, para exportação. A primeira mudança no controle acionário da empresa aconteceu em julho de 1992.  
A empresa foi privatizada, sendo adquirida pelas empresas Banco Bozano Simonsen, Unibanco e Companhia Vale do Rio Doce. Em maio de 1998, nova mudança: a Usinor, da França, formou a holding Aços Planos do Sul, com a Acesita, e passou a controlar a CST.  
Com a entrada em operação do alto-forno 2 e da máquina de lingotamento contínuo, em julho de 1998, a empresa também aumentou sua capacidade de produção. Passou para 4,7 milhões de toneladas por ano.  
Hoje, a CST é a maior fornecedora de placas de aço do mundo, com 20% do mercado. Grande parte de sua produção vai para a produção de laminados para a indústria automobilística, incluindo aços Ultra Baixo Carbono (desgaseificados a vácuo) aplicados em superfície exposta. A produção da CST atende aos mais severos requisitos de uso final.  
Com a entrada em operação do Laminador de Tiras a Quente (LTQ), a empresa passa a também produzir bobinas a quente, 2 milhões de toneladas por ano, para atender preferencialmente ao mercado doméstico, nos segmentos de relaminação, centros de serviço e distribuição, auto-peças, compressores, tubos, construção e perfilação, entre outros.


O presidente José Armando de Figueiredo Campos, entre os diretores Leonardo Dutra Moraes Horta, Jackson Chiabi Duarte e Benjamin Baptista Filho. Eles levaram a CST ao atual estágio
O presidenteda CST José Armando de Figueiredo Campos entre o governador José Ignácio e o ministro Guilherme Dias, representante do presidente Fernando Henrique Cardoso na solenidade de inauguração do LTQ

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