Vidabrasil circula em Salvador, Espírito Santo, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo Edição Nº: 312
Data:
15/8/2002
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O romantismo  
das ilhas Seychelles faz delas um  
destino singular

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Na América nada é impossível.
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A capital da Andaluzia
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Há uma outra Tailândia além de  
Puker e da asfixiante Bangkok.

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Veneza é uma cidade mágica. No momento das grandes regatas a cidade veste-se de festa e o seu encanto é ainda maior  

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Um vôo panorâmico sobre o cotidiano da maior cidade do mundo  

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Bahamas  
Paradise Island  
E o paraíso ali tão perto...  

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A cidade das três culturas
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» Turismo Salvador
Da magia, mistério e alegria
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Grécia  
O berço da cultura ocidental  

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A excelência dos vinhedos, abadias e canais
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Breve roteiro para quem ainda não conhece e acredita em alguns mitos sobre Brasília,a capital-coração do Brasil  

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Eventos internacionais, moda, cinema, cultura pop, finanças internacionais e televisão global: tudo acontece na Grande Miami, o lugar da moda  

» Turismo Paris
Da moda à gastronomia, da arte à arquitetura, Paris exerce, há séculos, um inebriante fascínio em seus visitantes  

» Editorial
17 anos
» Social Light
O casamento de Eduarda Buaiz e o festival gastronômico do Villa Gourmet  

Turismo Salvador

Imagine uma mistura de alegria, sensações e sentidos. Tudo leva um tempero especial, tem um sabor diferente que vai além daquele acrescentado aos quitutes que enchem a boca de água. Salvador tem uma certa magia no ar, algo de mistério que se desnuda a todo momento. Seja nos seus mais variados pontos turísticos, nos contrastes entre ruelas e grandes avenidas, no balançar das folhas do coqueiro incentivadas pela brisa e o cheiro profundo de mar. Salvador é um pouco disso, mas é muito mais, é uma terra que recebe o turista de braços abertos, com afeto e muita satisfação. Esse sim é o principal cartão de visita, o motivo que alimenta uma vontade imensa, aquela de voltar mais uma vez. Nesta reportagem, conheça um roteiro muito particular da capital da magia e algumas personalidades que são a “cara” da cidade  
 
Conheci Salvador em 1980, quando ainda fazia faculdade e durante os cinco dias em que participei de um seminário – envolvida em debates e discussões, claro que não deu para visitar quase nada. O Mercado Modelo, a antiga e badalada boate Regine’s, o Farol da Barra e o Pelourinho foram, apenas, algumas das opções oferecidas durante essa pequena viagem. Na verdade eu nem sabia que deixava para trás o principal: o contato mais íntimo com o povo baiano, com essa gente, porque não dizer, diferente.  
Agora de volta, depois de tanto tempo, já tinha sido avisada de que viveria uma série de surpresas. A capital da Bahia que descobri, agora, é outra. Fiz, durante três dias, uma excursão acompanhada por um guia que dispensa apresentações. O fotógrafo Valtério Pacheco, conhecido nos quatro cantos de Salvador, gentilmente deixou tudo que tinha por fazer para apresentar, cheio de orgulho e satisfação, a sua terra. E Valtério não exagerou em nada, confirmei tudo e me surpreendi muito mais do que imaginava.  
Salvador tem realmente algo mágico. Todo esse mistério é creditado às crenças, a um sincretismo religioso que aflora a cada instante. Mas não é só isso, não. Quando comecei o meu passeio/trabalho, percebi que, só pela forma como ia sendo recebida pelas pessoas, com uma simpatia sem igual e boa vontade que excedem a um simples seja bem-vinda, a impressão seria a melhor. Já no aeroporto, alguém não perdeu tempo: “A Bahia é sua”. A partir daí, percebi que o baiano tenta e consegue ser um brasileiro peculiar.  
 
Bênção do Bonfim – A primeira parada foi na Basílica do Senhor do Bonfim, para pedir boa estada, agradecer a excelente viagem e fazer, como rezam a tradição e superstição, três pedidos quando se visita uma igreja pela primeira vez. Logo na entrada, uma coleção de vendedores ambulantes que oferecem colares e fitinhas do Bonfim. Quem vai à Bahia e não vai ao Bonfim não visitou Salvador como deveria. Tanto na fachada quanto em seu interior, a igreja é linda e impressiona. A madeira talhada, em tom dourado, dá aquele ar de suntuosidade. Ao lado do altar principal, a Sala dos Milagres, conhecida em Salvador como Museu dos Ex-Votos, onde os devotos depositam suas gratidões.  
A igreja é uma das 365 que, segundo o poeta, abençoam a cidade todos os dias. É comum assistir, logo na primeira fila, um momento de devoção. Dona Abigail Lordelo é uma daquelas beatas do Bonfim que adoram um papo. Simpática, ainda em plena atividade profissional, apesar dos 76 anos, continua exercendo a advocacia. Ela confessa que tem uma promessa para pagar e, por esse motivo, reza o terço com tamanho fervor.  
Logo abaixo da igreja do Bonfim, um pouco mais de história. Salvador é protegida por fortes por todos os lados. É lá que ficam em exposição canhões centenários, na colina do Mont Serrat. Para manter a tradição, diariamente, ao meio-dia, é dado um tiro. No local também funciona um museu. Uma bela vista da cidade pode ser observada do Humaitá quando, em um movimento a contra-luz, avista-se um mar sem fim. Se olhar para cima, mais um monumento histórico: a igreja de Santo Antônio Além do Carmo. Enquanto fotografa, Valtério Pacheco fala sobre a igreja. Diz que em 1624, durante a invasão holandesa, uma das torres não suportou um tiro de canhão. Para que o povo baiano não esquecesse a façanha de ter expulsado os invasores, uma lembrança: a igreja permanece, até hoje, com uma só torre.  
 
Contrastes sociais – A cidade é cheia de contrastes, e as diferenças – tanto sociais como culturais – vão aflorando nitidamente. É conhecido como Corredor da Vitória um conjunto de edifícios, de frente para o mar, que são dotados de elevadores periféricos e ancoradouros particulares para embarcações. O tradicional Mercado Modelo fica na Cidade Baixa. É lá que o turista encontra, logo na entrada, do delicioso acarajé às telas que pintam e desenham as belezas imaginadas por artistas locais. Andando um pouco mais, surge o Elevador Lacerda, inaugurado em 1873, famoso cartão postal da Bahia. Fica na praça Cayru e funciona das 5 horas à meia-noite. Ele faz a ligação com a Praça Municipal, na parte alta da cidade. As cabines são centenárias e por apenas alguns centavos é feita a travessia.  
Atrás do Mercado Modelo, fica o Centro Náutico da Bahia, também conhecido como Terminal Turístico Marítimo. Desse local, saem lanchas e escunas que fazem o transporte de passageiros para a Ilha de Itaparica, Morro de São Paulo e passeios pela Baía de Todos os Santos. No porto de Salvador, o ritmo é acelerado. Fica fácil observar o entra e sai de mercadorias que abastecem a feira de São Joaquim, oriundas do Recôncavo Baiano, e também, as que saem do Pólo Petroquímico com destino aos mercados estrangeiros. A área é conhecida como Comércio.  
Nas proximidades, está a igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, a padroeira da cidade. E visitar Salvador sem conhecê-la, é um pecado. Nela está o jazigo da Irmã Dulce, e de lá sai a procissão, em janeiro, quando as baianas se reúnem para fazer a lavagem das escadarias da basílica do Bonfim. A festa é tradicional e carrega um mundo de gente famosa que participa para receber bênçãos por todo o ano. No meio do caminho, algo mais e bem diferente. Atrás de um posto de gasolina, ninguém sequer pode imaginar, funciona o Bahia Design. O local foi totalmente restaurado para abrigar lojas de decoração, antiquário, galeria de arte, escritórios de personalidades que são a cara de Salvador e um dos restaurantes mais chiques da cidade, o Trapiche Adelaide.  
 
Tradição por arte – No primeiro piso, funciona a sofisticada loja de antiguidades de Roberto Alban. Ele também é proprietário da Galeria de Arte do Bahia Desing. Há 11 anos como marchand, Roberto e sua mulher Cristina sabem como ninguém cultivar a tradição de arte que tem a Bahia. A galeria foi inaugurada com uma exposição de Caribé. Em uma volta pelo segundo piso, dá para montar uma casa inteira, comprando em lojas renomadas como La Lampe, Armando Cerello, Empório Beraldin, Habitatus, Madeira Bonita, Formatex, Firma Casa Bahia e Artefacto. O comércio de decoração é rico em Salvador. A mais nova loja da cidade é uma sofisticada opção em móveis de alumínio. A Viquís “Obra-Prima em Alumínio” apresenta 18 espaços ambientados por arquitetos e decoradores baianos, em dois pisos. O show-room de Dolores Coni é completo. Dessa vez o endereço é outro: fica na avenida Oceânica, na Barra. São móveis nas linhas mais modernas, para varandas, piscinas, jardins e interiores.  
Voltando ao bairro Comércio, cheio de atrações inusitadas, outra parada é a Bahia Marina, de onde se tem uma vista privilegiada da Baía de Todos os Santos. Todo o complexo funciona com restaurante, bar e lojas que comercializam artigos náuticos. A comida caseira é uma das especialidades. Na data da comemoração dos 500 anos do Brasil, a Bahia Marina foi inaugurada, depois de totalmente reformada, na visão de um empreendedor, Reynaldo Loureiro, que apostou em uma das áreas mais bonitas de Salvador. Para o grande dia, show de Pavarotti. Na marina ficam ancoradas mais de 320 embarcações. Valtério Pacheco, que sabe tudo sobre a cidade, afirma que para recuar o mar, durante a construção para ligação do píer até o aterro, foram necessárias 75 mil toneladas de pedras.  
 
Praça do Povo – Voltando ao centro de Salvador, a praça do poeta, a Castro Alves, eternizada como a Praça do Povo. No Carnaval, é ponto de encontro dos trios elétricos, que desfilam trazendo multidões para a festa de Momo. Fica localizada em frente ao antigo prédio onde funcionava o jornal “A Tarde”. Hoje, também é comum um certo movimento, uma espécie de vaivém, na tradicional rua Chile, onde o comércio, escritórios e profissionais de renome disputavam espaços no passado. Agora o endereço é outro, as imediações do Shopping Iguatemy, no bairro Pituba.  
Por falar em shopping, o passeio fica completo no Aeroclube Plaza Show. Fica um pouco distante do centro, na avenida Otávio Mangabeira, no bairro Boca do Rio, mas vale a pena visitar esse centro de compras a céu aberto. As lojas são decoradas com as últimas tendências quando o assunto é vanguarda. É um espaço com área construída de 28 mil metros quadrados, onde funcionam 143 lojas incluindo bares, restaurantes, uma pista de kart, um parque, o Magic Games, boliche com 16 pistas automatizadas, dez salas de projeção, sendo que uma delas apresenta a maior tela de cinema da América Latina.  
O Aeroclube Plaza Show impressiona pela cenografia especial. O projeto arquitetônico é de Chico Mota. A gerente de marketing, Anna Celi Fernandes, é uma entusiasta. Conta que no local funcionou durante muitos anos o aero-clube de Salvador, que foi deslocado para a Ilha de Itaparica. O shopping abre de 12 às 23 horas. O fast-food até às 24 horas, e os restaurantes até à 1 da manhã. Uma das grandes atrações é a primeira franquia da discoteca Rock in Rio Café Cancun, onde a noite não tem hora para acabar. “É um festival center, não é um shopping comum”, acrescenta Anna Celi Fernandes. Ela apresenta a programação com shows diários que promovem o resgate da cultura popular e expressões artísticas internacionais. O shopping é realmente um show. Só conhecendo, para imaginar o que acontece por lá.  
 
Os orixás – Próximo cartão postal, o Dique do Tororó, que foi batizado com o nome do bairro e sugere um pouco mais de tempo para apreciar a arte de Tati Moreno, que idealizou cada escultura. São os orixás Oxalá, Xangô, Oxum, Iansã, Ogum, Yemanjá, Nana e Logum e Dá, que também representam os dias da semana. Há um ano, o dique foi reformado e, à noite, é lugar ideal para namorados e para quem deseja ficar em forma. Virou point para caminhadas e passeios de pedalinho. À noite, as esculturas ficam iluminadas. Em volta do dique, em um dos lados, está o estádio da Fonte Nova, onde os torcedores do Bahia se esbaldam em dia de jogo.  
A disposição para o bem-estar na Bahia é visível. Esse povo tem um ritmo diferente, que talvez seja o principal motivo para a alegria fazer a sua morada nessa terra de grandes festas, tanto sagradas como profanas. O chamado circuito Barra-Ondina faz a alegria do povo, principalmente no Carnaval. Todos os caminhos levam ao prazer e aos encantos da Bahia, cantados em verso e prosa por Dorival Caymmi, Vinícius de Moraes, Caetano Velloso, Gilberto Gil e muitos outros poetas famosos ou não.  
Totalmente voltada para o turismo, Salvador é uma cidade que conta com uma rede hoteleira e infra-estrutura para todos os gostos e bolsos. A vista do Hotel Transamérica é um convite ao relaxamento. Do Morro do Conselho, no bairro Rio Vermelho, esse cinco estrelas é um cartão postal ao vivo. Do lobby ou em um apartamento bem localizado, é só sonhar com um mar sem fim. Já no momento dedicado ao café da manhã, começa a inspiração. É como se fosse um passeio por Rio Vermelho, Ondina, chegando até o Farol da Barra. Em Salvador, é comum encontrar hotéis lotados. No Othon Palace, o café da manhã também é cinco estrelas e recheado com os quitutes que só mesmo a Bahia pode e sabe oferecer. O Othon fica justamente na área conhecida como a dos hotéis, o bairro Ondina. Outra opção é o melhor apart hotel da cidade, o Blue Tree Towers. São 132 apartamentos e localização privilegiada, também em Ondina. O flat hospeda turistas o ano inteiro, mas para quem vai a Salvador para resolver um ou outro negócio, é uma excelente sugestão.  
 
Gastronomia – O Trapiche Adelaide fica no Bahia Design. A cozinha é internacional num ambiente à meia-luz, clean, bonito e sofisticado. Tem uma vista para a Baía de Todos os Santos que enche os olhos de tanta beleza. Para apreciá-la, basta pedir um drink no píer que fica na área externa. Era um antigo armazém português que foi totalmente recuperado. Os proprietários são José Carlos Gomes, carioca, radicado na Bahia, e o baiano Armando Correia Ribeiro.  
O chef é João Silva, treinado pelo francês Claude Teoiggros. Ele vem para uma consultoria de três em três meses, mora no Rio de Janeiro. O prato mais solicitado na casa é o camarão com mostarda, que leva abacaxi e molho suave de damasco. Para sobremesa, o bolo Jojô, assado na hora. A cobertura é com calda de chocolate quente. O restaurante é bem freqüentado pela sociedade baiana, tem capacidade para  
150 lugares e oferece, ainda, adega climatizada e piano-bar. O gerente, Silvio Carvalho, logo avisa: oferecemos o que há de melhor no mundo.  
No Villa Gourmet, David Bastos projetou o restaurante que é um verdadeiro charme e point de gente famosa. A ampliação foi feita por um capixaba, Wagner Paiva. O ambiente é rústico, mas bem sofisticado, a cara da Bahia, como assegura a proprietária Flávia Sampaio, uma paulista jovem, simpática e muito agradável. Aliás, o serviço é impecável, a começar pelos garçons, gentis, educados e extremamente profissionais. No cardápio, pratos internacionais aos cuidados da chef Lígia Viterito. Ela também segue as dicas de Heinrich Jackin, consultor que mora em São Paulo e assina as receitas preparadas no Villa Gourmet. O restaurante, com capacidade para 110 pessoas, tem uma área para fumantes, onde funciona o Havana Cigar Club e a The Wine Store, com uma carta de vinhos importados deliciosos. Logo na entrada, fica um pequeno salão destinado a eventos. O prato mais solicitado é costeleta de cordeiro, mas a casa tem um badejo especial, que dispensa comentários. Como sobremesa, não deixe de provar pêras com vinho tinto. Flávia Sampaio também amplia os serviços do Villa Gourmet com um buffet para festas, realizando jantares, coquetéis e casamentos, seja para 20 ou mil pessoas.  
O Alfredo di Roma fica anexo ao flat Blue Tree Towers, no bairro Ondina.  
Excelente opção para os apaixonados por comida italiana, mas o cardápio não se restringe, apenas, a massas. Nas paredes, quadros com Marília Pêra, Gal Costa, Fafá de Belém e muitos outros famosos que posam fazendo mil e uma brincadeiras com o prato mais pedido: o fettuccine all’ Alfredo. A tradição de fotografar os vips é antiga. A máquina está sempre pronta para o clik. Essa é a terceira geração do tradicional restaurante que surgiu em Roma, na Itália, em 1910, inaugurado por Alfredo Di Lélio. A fama correu mundo e chegou à Cidade do México, Santiago, Orlando e Rio de Janeiro. O restaurante tem capacidade para 100 pessoas. É considerado top e, nos fins de semana, tamanha a procura, as reservas são aceitas até às 21h30. A arquiteta Maria Clara Mesquita cuidou da decoração confortável, aconchegante e com área para jardins em seu interior. Mas se engana quem acha que vai encontrar um ambiente com estilo de cantina italiana. O Afredo di Roma é sofisticado como o seu cardápio, idealizado pelo chef Nailton Ribeiro, um baiano que se aperfeiçoou na Itália. O maitre Carlos Pacheco Brandão não conta o segredo, mas adianta que o autêntico fettuccine, receita do Alfredo, é feito à base de exclusiva manteiga cremosa, sem sal, e queijo parmesão, que tem que ser italiano, é claro. Os proprietários do restaurante são Maria Célia e Durval Mesquita  
 

  


Forte de São Marcelo e o símbolo máximo do catolicismo baiano

a igreja do Senhor do Bonfim





O contraste entre a Ponta do Humaitá

o moderno Aeroclube Plaza Show

Othon, o tradicional cinco estrelas, agora em fase de restauração e ampliação

Villa Gourmet, o mais elegante e acolhedor restaurante da capital baiana

Blue Tree Tower, o melhor apart

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